quinta-feira, 2 de setembro de 2010

As nossas prioridades

O Bloco não terá o que noutras latitudes se chama a “reentrè” pela simples razão de que não parou. Mais de quarenta comícios de verão atestam o empenho do BE em tomar um papel activo no esclarecimento da opinião pública e na denúncia dos acordos entre PS e PSD no que toca ao PEC 1 e 2 e, em breve ao PEC 3.

Este é o nosso primeiro compromisso com o eleitorado: disputar a opinião pública e participar na construção de maiorias sociais de esquerda.

Este juntar de forças para lutar contra as medidas de austeridade e contra a ideologia do sacrifício é a primeira condição para alargar esta maioria social de esquerda tão necessária à aplicação de medidas justas e equilibradas de desenvolvimento e distribuição de riqueza.

De entre estas medidas destaco a taxação efectiva de 25% de IRC para a banca; um plano nacional de reabilitação urbana que gere emprego e acabe com este ciclo de especulação entre banca e empreiteiros, que crie habitação para quem dela precise e melhore as condições de vida nas cidades; a taxação das grandes fortunas como meio de financiar a Segurança Social; a taxação das transferências para os off-shores (a este respeito, só no primeiro semestre deste ano “voaram” em direcção aos paraísos fiscais, onde não pagam impostos, 1,2 mil milhões de euros).

O Bloco vai ainda batalhar no Parlamento pela criação de um banco de terras gerido pelo Estado que dê a possibilidade às novas gerações de se dedicarem à agricultura, que penalize o abandono das terras e que valorize a produção agrícola nacional.

A eleição presidencial será outra das nossas prioridades. Vamos bater-nos pela eleição de Manuel Alegre, “um candidato independente, com voz própria em relação ao que foi a trajectória da austeridade e que centra a sua campanha na defesa dos mais frágeis da sociedade portuguesa" como recentemente referiu F. Louçã em entrevista ao DN.

São estas as prioridades do BE para o ciclo político que se avizinha.

Luis Mariano

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