quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O "nosso" 38...

Na campanha eleitoral autárquica dizia o agora presidente da Câmara que o heliporto / base dos Canarinhos estava ilegal pois não constava do PDM...
Pois... mas lá que dá jeito dá...
Ele há coisas...
















Museu da Alfaia, uma questão menor...

Quem ler as declarações grandiloquentes de Luis Mourinha ao suplemento do Expresso (31/07/10) fica com a noção de que a nossa cidade é um oásis de planeamento, limpeza, oferta turística e recuperação patrimonial…

Por cá, a limpeza é o que se vê, as ervas crescem (serão as zonas verdes prometidas?) e os edifícios estão em ruínas!

Mourinha fala em 12 milhões para a regeneração urbana sendo o grande objectivo deste investimento a criação de condições propícias à captação de turistas.

Todavia, o anunciado nos jornais da capital é desmentido no Largo do Espírito Santo, no Bairro de Santiago, no Bairro do Castelo e na Rua de Reguengos.

O edifício que ainda ostenta na fachada a sigla da FNPT, está ferido de morte devido à incúria de Mourinha 1, Fateixa e Mourinha 2. A memória da vida dura dos trabalhadores rurais, seus costumes e dificuldades, da maquinaria agrícola, da vida do campo que os mais novos desconhecem, toda esta memória que faz indelevelmente parte do nosso património “genético” tem sido tratada como uma questão menor.

Primeiro estiveram os repuxos em pleno Lago do Gadanha, os planos de alteração da baixa da cidade, as obras de fachada (sempre à volta do edifício da Câmara, pois claro), as iluminações cénicas, etc, etc.

A compra de imóveis não contemplou o Museu da Alfaia. Olhando para as declarações de Mourinha, não estou a ver como é que o Batanete ou o Círculo são investimentos para atrair turistas…

Mas parece que a moda quer pegar: em Évora o Centro de Artes Tradicionais vai albergar a colecção privada de Paulo Parra e mudar de nome para Museu do Design. Premonição? A ver vamos…

Em Estremoz parece que um acervo de tamanha importância está destinado a ser atirado para um canto (silos) e o edifício ser “aproveitado” para algum fim misterioso…

O Bloco defende que o Museu da Alfaia deveria ser alvo de um projecto de regeneração e recuperação (edifício e acervo), de modo a garantir o brilho e utilidade de outros tempos.

Luis Mariano