sexta-feira, 2 de julho de 2010

Jornal E: assim não...

Chegou-me à caixa do correio o nº 5 do Jornal E.
Logo na página 2, o coordenador do BE – Francisco Louçã – é brindado com uma nota (em baixa) sobre a nomeação da sua mãe para assessora do BE no Parlamento.
Sabemos que um mail malicioso, despropositado e mentiroso tem circulado como “grande novidade” no ciber espaço.
Não foram as tais “letrinhas pequenas do DR”…
Mas que se faça jornalismo de copy / paste sem se verificarem as fontes e se publique assim sem mais nem menos, é de lamentar.
Bastava o “jornalista” ter simplesmente clicado no link para perceber que estava perante uma falácia…
Transcrevo o despacho emanado:

Despacho (extracto) n.º 5296/2010
Por despacho de 15 de Outubro de 2009 do presidente do Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda:
Licenciada Noémia da Rocha Neves Anacleto Louçã — nomeada,
nos termos do n.º 6 do artigo 46.º da Lei de Organização e Funcionamento
dos Serviços da Assembleia da República, republicada pela Lei
n.º 28/2003, de 30 de Julho, para a categoria de assessora do Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda, sem qualquer remuneração.
1 de Fevereiro de 2010. — A Secretária -Geral, Adelina Sá Carvalho.
203047263

Assim como o link para vossa verificação:


A mãe do Francisco Louçã é advogada e sempre colaborou na área jurídica desde que o BE se formou como partido político.
Nunca recebeu qualquer remuneração por isso, porque é reformada e, como é prática no BE, não se acumulam apoios estatais.
Quanto ao facto de a Senhora ter 79 anos e a sua idade vir acompanhada por um ponto de exclamação entre parêntesis, não nos vamos prenunciar porque a falta de educação não é assunto para esta nota.
Se o “jornalista” do Jornal E quer procurar casos verídicos destes, terá de procurar noutros partidos.

Assim, para além do desmentido formal com – pelo menos com o mesmo espaço e na mesma página do próximo número – exigimos um pedido formal de desculpas do jornalista assim como da direcção desse jornal.
Não vamos apelar ao direito de resposta definido legalmente por termos a certeza de que esta situação se resolverá pela forma proposta.

Luis Mariano Guimarães

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