domingo, 25 de julho de 2010

Cortar o 13º mês ? O que virá a seguir? Baixar os salários?

As agências de “ratting” tem cortado significativamente a apreciação de capacidade económica (os parâmetros são deles, não meus…) a países como a Grécia, Irlanda e Portugal.

Esta avaliação em “baixa” destina-se a “avisar” os especuladores mundiais (neste caso bancos americanos e alguns europeus) sobre os próximos “raids” a efectuar sobre economias soberanas, democraticamente organizadas, públicas e independentes.

Os países alvo da rapina tem de tomar medidas para fazer face a juros de dívida cada vez mais altos. Tem de realizar encaixes financeiros que lhes permitam pagar esses juros aos tais bancos de bico amarelo e penas pretas.

Para colectar esse meios financeiros (graveto, pilim, massa, em resumo: dólares) os governos tem de o ir buscar ao Orçamento Geral do Estado (ou na sua versão correctiva ao Plano de Estabilidade e Crescimento).

Mas o país está dividido entre ricos e pobres (nota: rico não é o trabalhador/a por conta de outrem mesmo que ganhe três mil euros por mês, mas os proprietários que auferem de lucros de centenas de milhar de euros…) e a crise deverá ser suportada numa base percentual, isto é: quem mais ganhou nestes últimos anos mais terá que desembolsar para pôr o comboio nos trilhos…

(Sugestão: Belmiro de Azevedo, Jerónimo Martins, Amorim, etc…)

A seguir ao ataque aos/às funcionários públicos virá a sanha dos privados contra os “seus” trabalhadores…

Napoleão Bonaparte dizia que as baionetas servem para tudo menos para nos sentarmos em cima delas.

Os impostos também.

Principalmente para ocultar a incapacidade dos partidos da direita em governar este povo que trabalha e que contribui para o bem estar geral.

(Já agora: porque é que as SCUT são taxadas por categoria e não por preço de venda da viatura? Tenho um Ford Fiesta que paga o mesmo que um Mercedes: É isto o utilizador – pagador de Passos Coelho e Sócrates?)

Precisam de mais dinheiro? Tenham a coragem de o ir buscar a quem o tem…

Luis Mariano

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Jornadas sobre o Alentejo


Jornal E: assim não...

Chegou-me à caixa do correio o nº 5 do Jornal E.
Logo na página 2, o coordenador do BE – Francisco Louçã – é brindado com uma nota (em baixa) sobre a nomeação da sua mãe para assessora do BE no Parlamento.
Sabemos que um mail malicioso, despropositado e mentiroso tem circulado como “grande novidade” no ciber espaço.
Não foram as tais “letrinhas pequenas do DR”…
Mas que se faça jornalismo de copy / paste sem se verificarem as fontes e se publique assim sem mais nem menos, é de lamentar.
Bastava o “jornalista” ter simplesmente clicado no link para perceber que estava perante uma falácia…
Transcrevo o despacho emanado:

Despacho (extracto) n.º 5296/2010
Por despacho de 15 de Outubro de 2009 do presidente do Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda:
Licenciada Noémia da Rocha Neves Anacleto Louçã — nomeada,
nos termos do n.º 6 do artigo 46.º da Lei de Organização e Funcionamento
dos Serviços da Assembleia da República, republicada pela Lei
n.º 28/2003, de 30 de Julho, para a categoria de assessora do Grupo
Parlamentar do Bloco de Esquerda, sem qualquer remuneração.
1 de Fevereiro de 2010. — A Secretária -Geral, Adelina Sá Carvalho.
203047263

Assim como o link para vossa verificação:


A mãe do Francisco Louçã é advogada e sempre colaborou na área jurídica desde que o BE se formou como partido político.
Nunca recebeu qualquer remuneração por isso, porque é reformada e, como é prática no BE, não se acumulam apoios estatais.
Quanto ao facto de a Senhora ter 79 anos e a sua idade vir acompanhada por um ponto de exclamação entre parêntesis, não nos vamos prenunciar porque a falta de educação não é assunto para esta nota.
Se o “jornalista” do Jornal E quer procurar casos verídicos destes, terá de procurar noutros partidos.

Assim, para além do desmentido formal com – pelo menos com o mesmo espaço e na mesma página do próximo número – exigimos um pedido formal de desculpas do jornalista assim como da direcção desse jornal.
Não vamos apelar ao direito de resposta definido legalmente por termos a certeza de que esta situação se resolverá pela forma proposta.

Luis Mariano Guimarães