domingo, 13 de junho de 2010

E há dinheiro para tudo?

Parece-me notável que a maioria camarária consiga tomar uma decisão desta envergadura sem apontar um caminho alternativo.

Como se esta decisão apenas envolvesse e afectasse os quatro cidadãos que assim votaram em reunião de câmara.

No seu programa eleitoral o MIETZ propunha “renegociar o actual sistema de gestão e abastecimento de água” o que é diferente de rescindir o contrato sem qualquer alternativa visível.

Não basta também afirmar que quem vai pagar a indemnização é quem assinou o contrato: isso é pura demagogia! Sabemos que todos vamos pagar…

Por uma questão de transparência, Luis Mourinha devia informar os munícipes sobre as alternativas contratuais propostas à empresa Águas do Centro Alentejo. De seguida devia informar qual a alternativa a propor ao concelho.

Fora de um sistema inter-municipal de abastecimento de água são precisos muitos euros de investimento para viabilizar uma solução minimamente credível.

O Bloco de Esquerda apela à Assembleia Municipal de Estremoz que questione o executivo sobre qual a alternativa à rescisão deste contrato.

Sabemos também que o PEC veio reduzir em 100 milhões o bolo autárquico, que a receita dos municípios se situa 48 milhões abaixo dos resultados de 2008 e que o aumento do IVA aumenta em cerca de 34 milhões de euros (despesas correntes e de capital) a despesa das autarquias.

Estas medidas do Governo estrangulam todas as Câmaras. Estremoz não vai ser excepção.

Mas Luis Mourinha lá vai cantando e rindo: compra o Batanete, compra o Círculo, indemniza a Águas do Centro Alentejo, endivida-se em mais de 1.600.000 € sem explicar a ninguém como vai pagar.

Num quadro de grave crise económica esperava-se da autarquia um plano ousado de recuperação de casas degradadas que desse emprego aos pequenos empresários da construção civil, que melhorasse o aspecto da cidade e desenvolvesse o turismo, que desse casa a quem dela precisa…

Entretanto a cidade continua a cair aos bocados…

Até quando?


Sem comentários: