quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dia 29 - Todos e todas a Lisboa !

A taxa de desemprego continua a crescer. Já vamos nos 10,5%, de acordo com o Eurostat, o que nos coloca no 4º lugar dos países europeus com maior índice de desemprego. Isto significa que há 600 mil pessoas sem emprego, o que significa que em termos efectivos o número é muito superior. Estes valores quase que triplicaram nos últimos 10 anos: no final de 1999 existiam 215,2 mil desempregado/as.
Daqui resulta a evidência de que as politicas económicas aplicadas nesta década foram um absoluto desastre social. É o falhanço da economia, cujo produto está hoje aos níveis de 2005 e divergiu nestes 10 anos dos restantes países europeus, que tornam Portugal vulnerável ao ataque especulativo sem escrúpulos dos mercados internacionais, provocando o aumento da taxa de juro da dívida pública.
E perante os ataques especulativos que debilitam ainda mais a economia qual é a resposta do Governo? É aplicar a receita do desastre social, em aliança com a direita na reinvenção de um novo Bloco Central. Esta receita é simples: desistir de uma economia que crie emprego e aumente o poder de compra e penalizar quem está no desemprego e é mais pobre através do corte das prestações sociais.
O liberalismo económico não pode ser a resposta à crise gerada pelas políticas liberais.
Nem podem os responsáveis pela crise ganhar com a crise. É inaceitável que o sistema financeiro, que recebeu milhares de milhões dos contribuintes a taxas de juro reduzidas, agora empreste dinheiro aos países a taxas de juro elevadas, agravando a situação financeira dos Estados ao mesmo tempo que apresenta lucros altos nos picos da crise.
Na RTP, Sócrates continua a vislumbrar “sinais positivos” nesta crise e assume o papel de fazer as reformas em nome da direita. Esta, por seu turno, aguarda a melhor altura para lhe arrebatar o poder e “continuar a obra”…
Mas estas políticas de desastre social não são inevitáveis. A 29 de Maio, em Lisboa, as vítimas destas políticas tem de estar presentes e fazer ouvir a sua voz na luta por alternativas contra esta política de austeridade.

Luis Mariano

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