quinta-feira, 20 de maio de 2010

Juventude rasca? Enorme José Soeiro - 22 anos de idade...

Bloco questiona Governo sobre encerramento do Museu do Artesanato em Évora

O Centro de Artes Tradicionais / Antigo Museu do Artesanato constitui uma referência etnográfica da região do Alentejo, espaço de divulgação de um invulgar legado da memória dos costumes e tradições alentejanas e da história de um povo. Instalado desde 1962 no edifício do antigo Celeiro Comum, esteve encerrado entre 1991 e 2007, altura em que reabriu com a designação de Centro de Artes Tradicionais e depois de obras de renovação e adaptação que ascenderam a aproximadamente um milhão de euros, verba obtida através de fundos públicos nacionais e comunitários.
Menos de 3 anos após reabertura, a Câmara Municipal de Évora aprovou um com a Entidade Turismo do Alentejo para a criação do Museu do Design em Évora – Colecção Paulo Parra, a instalar no actual Centro de Artes Tradicionais ao arrepio do investimento público havido naquele espaço para a reabertura do Antigo Museu do Artesanato e sem que tenha sido apresentada solução alternativa para o seu acervo.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questiona o Governo, através do Ministério da Cultura e do Ministério da Economia e da Inovação, sobre o futuro do Museu do Artesanato e o desbaratar do investimento público recente na sua requalificação e requer à Câmara Municipal de Évora cópia dos estudos que fundamentam a substituição do Centro de Artes Tradicionais /Antigo Museu do Artesanato pela criação do Museu do Design em Évora – Colecção Paulo Parra, bem como cópia do Protocolo tripartido entre a edilidade eborense, a Entidade Turismo do Alentejo e Paulo Parra, aprovado em reunião de Câmara no passado mês de Março.

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda

Francisco Louçã no Alandroal

Amnistia Internacional: sempre!

Em mais um aniversário da Amnistia Internacional, o Núcleo do Bloco de Estremoz saúda o núcleo da Amnistia.

Palavras para quê?

Dia 29 - Todos e todas a Lisboa !

A taxa de desemprego continua a crescer. Já vamos nos 10,5%, de acordo com o Eurostat, o que nos coloca no 4º lugar dos países europeus com maior índice de desemprego. Isto significa que há 600 mil pessoas sem emprego, o que significa que em termos efectivos o número é muito superior. Estes valores quase que triplicaram nos últimos 10 anos: no final de 1999 existiam 215,2 mil desempregado/as.
Daqui resulta a evidência de que as politicas económicas aplicadas nesta década foram um absoluto desastre social. É o falhanço da economia, cujo produto está hoje aos níveis de 2005 e divergiu nestes 10 anos dos restantes países europeus, que tornam Portugal vulnerável ao ataque especulativo sem escrúpulos dos mercados internacionais, provocando o aumento da taxa de juro da dívida pública.
E perante os ataques especulativos que debilitam ainda mais a economia qual é a resposta do Governo? É aplicar a receita do desastre social, em aliança com a direita na reinvenção de um novo Bloco Central. Esta receita é simples: desistir de uma economia que crie emprego e aumente o poder de compra e penalizar quem está no desemprego e é mais pobre através do corte das prestações sociais.
O liberalismo económico não pode ser a resposta à crise gerada pelas políticas liberais.
Nem podem os responsáveis pela crise ganhar com a crise. É inaceitável que o sistema financeiro, que recebeu milhares de milhões dos contribuintes a taxas de juro reduzidas, agora empreste dinheiro aos países a taxas de juro elevadas, agravando a situação financeira dos Estados ao mesmo tempo que apresenta lucros altos nos picos da crise.
Na RTP, Sócrates continua a vislumbrar “sinais positivos” nesta crise e assume o papel de fazer as reformas em nome da direita. Esta, por seu turno, aguarda a melhor altura para lhe arrebatar o poder e “continuar a obra”…
Mas estas políticas de desastre social não são inevitáveis. A 29 de Maio, em Lisboa, as vítimas destas políticas tem de estar presentes e fazer ouvir a sua voz na luta por alternativas contra esta política de austeridade.

Luis Mariano