quinta-feira, 29 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mais do mesmo?

A Feira já faz parte do nosso imaginário como uma das maiores realizações do concelho e da região, mas…

As actividades culturais são cada vez mais desligadas da realidade do nosso Alentejo e são “compradas” chave na mão em pacotes ditos culturais sem qualquer nexo.

Para além dos concertos – que não são entusiasmantes… - a Feira toca mais directamente a quem por ela espera para dinamizar ou realizar algum tipo de negócio.

São os chamados visitantes profissionais.

Julgo que ano após ano os negócios realizados serão cada vez menos. Nos dias da internet ninguém vai a uma feira para fazer o negócio da sua vida.

As coisas decidem-se noutros areópagos.

Em relação ao artesanato vai continuar o mesmo problema: os estremocenses estão fartos de saber o que são as bilhas e os bonecos de Estremoz, normalmente todos temos um em casa.

A dinamização deste sector – com bastante impacto no débil tecido económico do concelho – deveria passar por apoios à exportação e divulgação internacional.

A divulgação da FIAPE (com os tradicionais pendões de plástico que não chamam a atenção de ninguém) foi feita apenas nos concelhos limítrofes.

Assim estamos a levar o “cacho de bananas para a Madeira”.

Divulga-se a nossa cultura junto dos que já a conhecem…

Assim, parece-me que é mais uma edição para marcar o ponto sem qualquer entusiasmo e objectivo definido.

Os artesãos vão tornar a mostrar os seus produtos que poucos vão comprar, os visitantes de fim de semana vão demandar a cidade na sua habitual “voltinha dos tristes”, os profissionais vão continuar a queixar-se da crise do sector, a Câmara vai atirar as culpas para a Ovibeja que desvia a “clientela” embora considerando o evento um grande sucesso e, assim, todos continuarão a ser felizes… cada um à sua maneira.

Para o ano há mais. Igual como sempre. Sem imaginação. Sem coragem de mudar. Sem envolver as populações.

A todos e a todas uma boa FIAPE!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dia Internacional dos Ciganos

Os ciganos em Portugal

O dia 8 de Abril foi oficializado, em 1971, no Congresso Mundial de Ciganos em Londres, como o Dia Internacional dos Ciganos, tendo sido aceite pela maioria das associações de comunidades ciganas, com vista à promoção da sua cultura.
Existe uma lei de 10 de Novembro de 1708, de D. João V, proibindo qualquer pessoa de usar traje, língua ou geringonça de Ciganos (Torre do Tombo, Gavetas, Gav. 2, mç. 4, doc. 42. Código de referência PT/TT/GAV/2/4/42).
Trata-se de uma lei significativa para o conhecimento da condição desta minoria no nosso país.
Estimam-se em 50.000 os ciganos dispersos pelo país agregando-se, cerca de um terço, na região de Lisboa e Setúbal.
Recentes estudos na área das ciências humanas e sociais apontam a etnia cigana como o caso mais duradouro e persistente da discriminação racista e xenófoba no nosso país.
A etnia cigana, conhecida pela sua visibilidade negativa, é ainda muito ignorada e desconhecida na sua história, cultura e costumes.
Sendo um povo ágrafo não é fácil saber dados exactos sobre a sua história.
Os ciganos, povo nómada ou seminómada, que os estudiosos - apoiados em relatos literários, estudos linguísticos ou antropológicos - dizem ser oriundos do Norte da Índia, são expulsos desse território no séc. XIII.
A sua chegada a Portugal está sinalizada pelo menos desde o séc. XV.
Da sua presença entre nós encontramos o primeiro testemunho literário em Gil Vicente na peça” A farsa das Ciganas ” representada em 1521, em Évora, na corte de D. João III, e em muita documentação posterior.
(in site da Torre do Tombo)