terça-feira, 2 de março de 2010

Olivença: As décimas do Carlos Luna

I

Isso vê-se na sua Arte

Onde se guarda a memória.

Em cada canto é notória

A sua Portugalidade.

E não é por vaidade,

A todos dá uma lição;

Que não haja confusão:

OLIVENÇA É UMA CIDADE.

II

Em cada rua escondida,

Na velha malha urbana

Parede ou nicho se ufana

De lusa ser nascida.

Mesmo que perseguida

A sua original pureza,

Uma coisa é uma certeza

E há que ter em atenção:

Olivença é povoação

ONDE ABUNDA A BELEZA!

III

Muitos vão ao engano

E não vêem claramente

Que está sempre presente

O seu estilo alentejano

Em todo o casario raiano.

Não é apenas saudade!

É não ver a realidade,

E há que vê-la de frente.

Tudo seria diferente

COM POLÍTICA DE VERDADE!

IV

Esconde-se na mentira

O que se deveria saber:

Há quem queira esconder

(do Minho até Tavira)

E perdoar a quem tira.

Espanha, não é Nobreza

Mas um sinal de Avareza

Manter assim a ofensa:

Esta terra de Olivença

DEVERIA SER PORTUGUESA

Estremoz, 02-Março-2010

Carlos Eduardo da Cruz Luna

Sem comentários: