sábado, 27 de fevereiro de 2010

Tragédia na Madeira, afinal o BE tinha razão!

Apesar de Alberto João Jardim ter insultado o deputado regional do Bloco de Esquerda Roberto Almada e o dirigente da Quercus Helder Spínola quando estes afirmaram que a tragédia se devia à falta de planeamento urbanístico do Governo Regional da Madeira, a verdade é como a cortiça: anda sempre à tona...
Por outro lado, o deputado municipal de Castelo Branco e especialista em meteorologia Costa Alves, já questionou o porquê de não haver na Madeira radares metereológicos como os que existem na costa continental.
Veja neste vídeo (transmitido na RTP em 2008) a previsão do que - infelizmente - aconteceu.
Como é que o governo de Jardim pode dizer que não sabia?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Água pública e portuguesa...

O Bloco tem manifestado repetidamente a sua preocupação face ao negócio da água. Um bem que é universal, escasso e público não deveria ser tratado como uma mercadoria que se pode negociar ao sabor de contratos e preços de mercado.

Já alertámos para o facto de as Águas de Portugal terem 51% da parceria o que significa que se o Governo decidir privatizar esta empresa também as suas participadas o serão com os custos a incidir ainda mais no consumidor…

Acresce a isto que o actual Presidente da Câmara já esteve envolvido numa empresa espanhola de gestão de águas e resíduos, embora afirme que actualmente já deixou o “negócio”.

Quando as Grandes Opções do Plano do Município de Estremoz para 2010 definem como objectivo (ponto 4) a rescisão do contrato com a Águas do Centro Alentejo e afirma que “Procuraremos, no entanto, uma solução alternativa que permita aos Estremocenses usufruírem de uma rede de abastecimento de águas e de saneamento…” quer dizer exactamente o quê?

Sabendo que o contrato assinado pelo anterior executivo prevê que “A resolução da parceria por um ou mais dos municípios que integram os segundos outorgantes, implica o pagamento de uma indemnização à EGP, de montante calculado com base no valor do investimento correspondente ainda não reintegrado e dos prejuízos decorrentes da alteração da configuração do Sistema, nomeadamente os decorrentes do cálculo da sua quota-parte nos desvios tarifários pendentes e do ressarcimento dos lucros cessantes para a Parceria, valor que será calculado pela EGP e validado por auditor independente” e que o investimento para o Concelho de Estremoz atinge 10,5 milhões de euros (algum dele já lançado em concurso público), quer isto dizer que Luis Mourinha vai pagar a indemnização?

E o sistema vai ser entregue a quem?

A conclusão de que o sistema proposto pela A.C.Alentejo não é bom, reside em critérios técnicos ou políticos?

Luis Mourinha vai fazer junto dos parceiros da A.C.Alentejo uma campanha pela defesa da água pública, de qualidade e economicamente acessível aos mais desfavorecidos ou vai “rasgar o contrato” para o entregar a outro?

Passamos da água castelo a água Castela?

Luis Mariano


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tributo a José Afonso


A morte nunca deveria ser notícia. Mas foi. Em Fevereiro de 87 toda a comunicação social noticiava a morte do maior compositor da música portuguesa.
José Afonso tornou-se símbolo da alvorada de Abril por mérito próprio. Ele foi a voz da juventude não rasca. Foi a voz dos que combateram a ditadura com as armas do pensamento. Da inteligência. Foi a voz da cultura alternativa. Foi a voz.
Morreu numa manhã fria de Fevereiro. Hoje sentimos que afinal ele continua por aí. Na voz dos novos autores. Nas melodias dos novos grupos.
Continuamos com a sua música, porque a sua música é nova, e a sua poesia não é letra morta.
Vamos continuar a lutar pela qualidade dos produtos culturais, como ele o fez.
O lixo sonoro, literário e social que polui os nossos sentidos, que se lixe!
Vamos comemorar a inteligência. A mais nobre demonstração de cidadania.
A 23 de Fevereiro de 1987, em pleno Inverno mas no Outono da vida, morreu Zeca Afonso.
Num leito anónimo do Hospital de Setúbal, pelas 3 horas da madrugada, morreu o cantor, morreu o amigo, morreu o companheiro, morreu o Zeca.
Relembrar o Zeca hoje é mais que tudo isto. É, sobretudo, lembrar as suas últimas palavras:
"Não posso parar".
Por isso empunhamos a tua bandeira porque a luta continua, serena e firme, contigo bem vivo junto de nós, Zeca Afonso.
Manuel Silvestre

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Economias..


Dia 1 de Março, na Universidade de Évora, Francisco Louçã e Castro Caldas apresentam o livro "Economias".
A apresentação está a cargo do Prof. Manuel Branco do Departamento de Economia da Universidade.
A organização é da livraria Na Sombra Dos Livros.
Nesta sociedade que nos dizem ser organizada, aconselhamos a leitura desta obra que abre pistas e caminhos para dissecar este regime neo-liberal que nos conduz segura e paulatinamente para o abismo...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Visita da deputada Rita Calvário ao Vimieiro e Estremoz

Rita Calvário e Ricardo Coelho
Sessão de debate em Estremoz
Museu Rural do Vimieiro

Não compreender que a defesa do meio ambiente se entrelaça com a justiça na distribuição de recursos, que os mais pobres são quem mais sofre com a crise ambiental e que as questões ambientais são questões sociais é cair no vazio da inacção que apenas beneficia um capitalismo assente no crescimento contínuo do consumo, legitimado pelo fetichismo da mercadoria. Isto nada tem a ver com a esquerda, que está sempre do lado da acção transformadora e emancipatória e da verdade. Daí que a justiça climática seja uma luta da esquerda moderna, sendo o obscurantismo negacionista apanágio da direita conservadora.
(Ricardo Coelho)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Porque falhou Copenhaga?

Aproveitando a presença da nossa camarada Rita Calvário os núcleos de Estremoz e de Arraiolos do Bloco vão organizar uma visita ao Museu Rural do Vimieiro e um almoço no Restaurante PICO (Vimieiro).
O local de encontro será no Jardim do Vimieiro pelas 12,00 horas.
Se pretenderes almoçar connosco podes ligar para o 925 417 133 até às 18.00 de 6ª feira 19 de Fevereiro.
Às 16,30 horas no Até Jazz para além do debate será exibido um filme sobre o Ambiente.
A entrada é livre.
Não faltes !

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Mais 150 pelo alargamento do Subsídio de Desemprego






Hoje, no Mercado de Estremoz, o núcleo do Bloco teve o apoio de 150 estremocences que nos confiaram a sua assinatura para a petição do alargamento do subsídio de desemprego.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Recolha de Assinaturas em Estremoz

Clique para abrir a folha para recolher assinaturas
O núcleo de Estremoz do Bloco vai levar a cabo uma recolha de assinaturas no Mercado de Estremoz no próximo Sábado - dia 13 de Fevereiro - pelas 10,00 horas da manhã.
O local de encontro é frente à Câmara Municipal.
Vamos assim contribuir com mais assinaturas para a petição a entregar na Assembleia da República pelo alargamento do subsídio de desemprego a quem não tem ainda qualquer tipo de protecção social.
Comparece !
Traz outro amig@ também !

Um, dois, três, quatro... juristas

A Câmara de Estremoz dispunha de uma jurista.

O anterior mandato do Partido Socialista contratou outra.

O actual Presidente da Câmara (MIETZ) vai contratar mais dois…

Não resisto a citar as palavras de Luis Mourinha na tomada de posse do actual executivo: “Estremoz merece mais água, mais saneamento e menos resíduos, mais prioridade e proximidade às pessoas, mais investimento nas freguesias, Estremoz merece uma autarquia que esteja mais ao serviço dos cidadãos, Estremoz merece mais ordenamento, mais desenvolvimento económico, mais investimento na educação, na cultura e no desporto.”

Assim, para dar rápida continuidade a estas propostas, contrata mais dois advogados para somar aos já existentes.

Mas não são dois advogados quaisquer…

Um era o mandatário do MIETZ (Dr. Madeira) e o outro é o Dr. Raimundo advogado da Vereadora Sílvia Dias (a tal que renegou o programa político pelo qual se bateu em campanha eleitoral, ainda antes que o galo cantasse três vezes…) que se defende das acusações de trânsfuga.

A verba para estas contratações, incluindo o IVA e estimando um período de 4 anos de mandato, pode chegar aos 200 mil euros (quarenta mil contos)…

Por outro lado, ao contratar não um mas dois advogados de uma só vez, o Presidente da Câmara dá mostras de vislumbrar no horizonte nuvens negras de processos judiciais que dêem que fazer aos dois novos contratados.

Chegarão eles para as encomendas?

As declarações de António Bouça e a participação do Vereador António Ramalho à Associação de Municípios e ao Ministério Público, podem ser uma justificação para tal afã contratual.

Ou será apenas “more jobs for the boy’s”?

Mas para que os Estremocenses (especialmente os que legitimamente acreditaram que Mourinha iria ser diferente) não se amofinassem já com este mudar súbito de objectivos – da água para os assessores jurídicos – vem a promessa de que os Srs. Advogados darão por semana uma hora de consultoria jurídica à população.

O povo não cabe em si de contente…

Do discurso de Mourinha e do programa do MIETZ nada desceu ainda ao terreno, não há uma única ideia política de desenvolvimento para o Concelho. Já lá vão quatro meses de trabalho…

Luis Mariano