terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Já que começou... que se acabe.

Estremoz nunca teve um espaço físico edificado que servisse de mercado. O mercado em espaço aberto, era do lado esquerdo, fronteiro ao edifício da Câmara, constituído por bancos amovíveis, que hoje já não existem e, do lado direito, umas barracas terceiro-mundistas que se mantêm, sem similar, na mais recôndita aldeia deste país. Esses lugares não servem os seus concessionários nem os consumidores. Havia também um arremedo de mercado do peixe, apesar de tudo, melhor que o resto. Todas as forças políticas, aquando das suas candidaturas, prometem o melhor mercado para Estremoz. As Câmaras de maioria PS ou CDU, que governaram a nossa cidade, ou por inércia ou falta de vontade política, sempre foram deixando que tal vergonha se protelasse no tempo. Aconteceu, no entanto, que o PS, no mandato anterior, perdido para o actual promissor MIETZ, iniciou a construção de um mercado coberto. Pode considerar-se o local da construção o menos indicado, o projecto arquitectónico o menos bonito e, talvez, pouco funcional. Certo é que, neste momento, o edifício está praticamente pronto. Faltarão o revestimento das paredes em gesso e conclusão das pinturas interiores. O empreiteiro enviou, em 7 de Dezembro de 2009, um ofício à Câmara Municipal, solicitando a suspensão da obra, a partir da citada data, tendo em conta que as condições climatéricas não permitem executar os trabalhos em falta, de modo a garantir a boa qualidade final dos mesmos. Em reunião de Câmara de 20 de Janeiro de 2010, a maioria MIETZ, propôs a suspensão da obra, fundamentando-se no teor do ofício do empreiteiro, o que veio acontecer, tendo em conta a maioria absoluta de que dispõe.
Face à posição assumida pelo MIETZ, o BE interroga-se e pretende que a população de Estremoz seja, pelo actual executivo, esclarecida do seguinte:
Para que servirá o referido imóvel?
Continuaremos a ter as tais barracas, num dos sítios mais nobres da cidade?
Por quanto mais tempo os dois vendedores de peixe continuarão a receber 750,00 €, cada um?
Se as obras foram suspensas, por o MIETZ não gostar do imóvel, e temos o direito de tal suspeitar, o BE está desde já contra a sua suspensão.

João Ferro

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