domingo, 27 de dezembro de 2009

Quem responde ao Arq. Bouça?

A democracia não se esgota nos partidos políticos mas também não pode viver sem eles.

Há também espaço para correntes políticas que não se revejam nas formações existentes e prefiram criar e concorrer sob a sua própria bandeira e programa.

São os chamados independentes.

Os partidos, tantas vezes tão próximos do poder corruptor, vêm regularmente os seus militantes envolvidos em episódios menos dignificantes para a democracia e para a transparência dos cargos públicos.

Têm porém uma virtude: são associações voluntárias onde as bases elegem as estruturas directivas (pelo menos nos partidos com funcionamento democrático).

Ora acontece que o MiETZ não tem aderentes, não há (nem houve até agora) eleições internas, não há posição ideológica de referência, não há estruturas directivas ou intermédias eleitas.

Para o bem e para o mal é um movimento onde – de momento – manda o carisma aglutinador de Luis Mourinha.

Como movimento político, o MiETZ é uma pequena monarquia absolutista.

Assim sendo é natural que, aqui e ali, vão continuando a aparecer “pequenas” revelações – como as do Arq. Bouça – para colorir com números e percentagens aquilo que toda a gente sabia: que a organização camarária (à semelhança do próprio movimento) se pauta apenas pela vontade e discernimento de um homem: Luis Mourinha.

António Bouça refere sem rodeios que o Luis Mourinha de 2009 já começou a repetir a postura do Luis Mourinha de 2003…

Permissividade face ao excesso de edificação, falta de espaços públicos nos loteamentos edificados (pergunta mesmo para onde foi o dinheiro indexado), gabinetes de arquitectura a trabalhar com a CME cujo proprietário é um funcionário da mesma, favores pessoais, etc, etc.

Mas as afirmações de António Bouça salpicam também a CDU que levou Luis Mourinha para a CME e o PS que em quatro anos não resolveu algumas situações menos claras referidas pelo arquitecto.

Uma coisa é certa, a equipa vencedora das eleições autárquicas esgotou rapidamente o estado de graça…

Esta entrevista ao Brados tem afirmações mais que suficientes para que os eleitores de Estremoz exijam um comentário urgente do executivo camarário. A bem da verdade.


Luis Mariano

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