quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Respeitar o 1º de Dezembro


Infelizmente para Portugal e para os portugueses, as élites, principalmente as económicas, continuam a ser destituídas de qualquer originalidade ou de espírito verdadeiramente inovador.Ano após ano, mesmo antes da famigerada crise, as ditas élites sempre têm apostado em salários baixos e em diminuição dos direitos de quem trabalha, ao invés de inovação e de esforços no sentido de diminuir o fosso entre ricos e pobres, que é um dos maiores da Europa comunitária.Os governos parecem dar-lhes quase sempre ouvidos. O resultado, conhece-o o povo português.Algumas destas propostas empresariais ainda conseguem, mesmo assim, surpreender os mais incautos. Agora, é contra o número excessivo de feriados que se propõem medidas, porque existe uma crise (notícia de 25 e 26 de Dezembro de 2009). Tudo isto soa a falso.Principalmente porque já antes da crise as palavras eram as mesmas.O destaque dado à extinção de um feriado concreto, todavia, chama particularmentea atenção. Trata-se do Pimeiro de Dezembro. Um comunicado da Associação Empresarial não lhe poupa inconvenientes. Algumas citações são suficientes. «O 1.º de Dezembro deveria ser um dia útil(...)».«Questionado sobre os feriados que poderiam eventualmente ser "sacrificados", o dirigente da AEP identificou o dia que assinala a Restauração da Independência, face a Castela, dada a "situação caricata" que algumas empresas têm transmitido a esta estrutura."Estamos num contexto ibérico. Temos a nossa História e deve ser preservada e estudada, mas poderá ser um pouco contra natura "manter esse feriado, defendeu. É que, alegou, há cada vez mais "sinergias entre empresas" dos dois lados da fronteira e no dia-a-dia todos estão a ser "empurrados para colaborar".».Convém recordar que há estruturas empresariais portugueses, e dirigentes reputados, que defendem uma completa iberização da economia, em declarações pomposas e solenes, embora não constituam a totalidade.Trata-se, em nome do Capital, de sacrificar a memória dos povos e desrespeitar os seus mortos.Irão os espanhóis sacrificar datas históricas em nome de princípios idênticos? Estou certo de que não!Todos os povos, todas as comunidades, tem as suas datas históricas. A França (14 de Julho), a Espanha (12 de Outubro), os Estados Unidos (4 de Julho).Não há maneira de fugir a isto: os povos recordam as datas que, de uma forma ou de outra, marcaram o seu destino. (...)

Carlos Eduardo da Cruz Luna

Três Cantos...

domingo, 27 de dezembro de 2009

Quem responde ao Arq. Bouça?

A democracia não se esgota nos partidos políticos mas também não pode viver sem eles.

Há também espaço para correntes políticas que não se revejam nas formações existentes e prefiram criar e concorrer sob a sua própria bandeira e programa.

São os chamados independentes.

Os partidos, tantas vezes tão próximos do poder corruptor, vêm regularmente os seus militantes envolvidos em episódios menos dignificantes para a democracia e para a transparência dos cargos públicos.

Têm porém uma virtude: são associações voluntárias onde as bases elegem as estruturas directivas (pelo menos nos partidos com funcionamento democrático).

Ora acontece que o MiETZ não tem aderentes, não há (nem houve até agora) eleições internas, não há posição ideológica de referência, não há estruturas directivas ou intermédias eleitas.

Para o bem e para o mal é um movimento onde – de momento – manda o carisma aglutinador de Luis Mourinha.

Como movimento político, o MiETZ é uma pequena monarquia absolutista.

Assim sendo é natural que, aqui e ali, vão continuando a aparecer “pequenas” revelações – como as do Arq. Bouça – para colorir com números e percentagens aquilo que toda a gente sabia: que a organização camarária (à semelhança do próprio movimento) se pauta apenas pela vontade e discernimento de um homem: Luis Mourinha.

António Bouça refere sem rodeios que o Luis Mourinha de 2009 já começou a repetir a postura do Luis Mourinha de 2003…

Permissividade face ao excesso de edificação, falta de espaços públicos nos loteamentos edificados (pergunta mesmo para onde foi o dinheiro indexado), gabinetes de arquitectura a trabalhar com a CME cujo proprietário é um funcionário da mesma, favores pessoais, etc, etc.

Mas as afirmações de António Bouça salpicam também a CDU que levou Luis Mourinha para a CME e o PS que em quatro anos não resolveu algumas situações menos claras referidas pelo arquitecto.

Uma coisa é certa, a equipa vencedora das eleições autárquicas esgotou rapidamente o estado de graça…

Esta entrevista ao Brados tem afirmações mais que suficientes para que os eleitores de Estremoz exijam um comentário urgente do executivo camarário. A bem da verdade.


Luis Mariano

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Adeus 2009...

O sistema económico capitalista revelou-se em todo o seu esplendor: a ganância de lucros que lhe está nos genes atirou países para a bancarrota, atirou milhões para o desemprego, fez estagnar o desenvolvimento económico.

Os teóricos do capital reconheceram que afinal Marx está vivo e de boa saúde…

Neste rescaldo a eleição de Obama foi pela primeira vez na história um sufrágio a nível mundial: quem votou foram os americanos, mas todo o mundo “torceu” pelo candidato democrata.

O entusiasmo foi tanto que o Comité Nobel até lhe atribuiu o Nobel da Paz. Agora, como diria Micael Moore, só lhe falta merecê-lo.

Na América Latina a “coisa” volta a mexer. Os autóctones elegem os seus, reclamam as suas terras e as suas riquezas naturais contra as oligarquias, a direita militar volta a mostrar os dentes aqui e ali, grandes movimentos sociais evoluem para formas democráticas de reivindicar o que é seu.

Na Europa mais do mesmo. Não tivemos direito a um Obama. Temos que nos resignar com Durão Barroso à frente dos nossos destinos.

A Irlanda – modelo badalado de recuperação económica – está a cortar no salário dos funcionários públicos. A Grécia apresenta déficit’s de muitos dígitos. Por cá, líderes do PSD afirmam que Portugal pode seguir os passos do Dubai e José Sócrates bate o record do desemprego.

Sem ninguém lhe pedir conselho (os velhos hábitos custam a desaparecer…) o FMI vem dizer o que é aconselhável para o nosso país: Bloco Central a governar, congelamento do salário mínimo e das reformas, congelamento dos salários na Função Pública.

A democracia que Bush levou ao Iraque está cada vez mais consolidada: são já centenas de mortos por dia. No Afeganistão a NATO envia tropas para defender um corrupto que se mantém no poder à custa de eleições manipuladas.

EUA e China estão com dúvidas sobre a melhor maneira de reduzir as emissões de CO2 e salvar o Planeta. Adoptar medidas controladoras da poluição custa dinheiro e os maiores poluidores do mundo não querem reduzir os lucros.

Este ano foi também o aniversário da queda do Muro. Era ali que caía a última das tiranias e todos seriam felizes não era? Pois…

Bom Natal!

(Luis Mariano)

Distribuição de Jornais do Bloco

No próximo dia 19 de Dezembro o Núcleo de Estremoz vai proceder à distribuição do jornal do Bloco no Mercado semanal.
O encontro é às 10,00 horas em frente à Câmara Municipal.

Clique para ler o jornal em pdf.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

REUNIÃO DO NÚCLEO DE ESTREMOZ DO BLOCO DE ESQUERDA

CASA DE ESTREMOZ
SEXTA FEIRA - DIA 11 DE DEZEMBRO - 21,00 HORAS

Para debater a situação política nacional e concelhia, comparece!
A reunião é aberta a aderentes e simpatizantes do Bloco de Esquerda.

Não faltes, traz outro amig@ também !